terça-feira, 21 de agosto de 2012

Vestido Noiva - Tipo Império

 
Trata-se de um estilo que chegou à Europa durante o primeiro império Napoleónico (1804-1914) e foi uma continuação do estilo Directório que a Imperatriz Josefina colocou em voga. Este estilo, na sua época, também foi chamado de recamier. Hoje em dia é muito solicitado por noivas que queiram naturalidade com um certo ar histórico.  Estes vestidos de cerimónia podem ser mais compridos atrás que à frente e, antigamente, a cauda era recolhida por um arco de tecido que se passava pelo braço no momento de dançar.


Essa silhueta dá ênfase à parte superior do corpo, já que a partir da zona do busto o vestido se abre, formando a cintura na parte mais estreita do tronco. É um vestido elegante e romântico, podendo ter mangas ou não.
Pra quem está acima do peso, quer disfarçar uma barriguinha saliente ou tem bastante busto, esse estilo de vestido é muito bom! Só tome cuidado com franzidos, pois eles podem causar o efeito oposto. Nesse caso é bom usar um tecido bem fino e leve, como a musseline, que não faz muito volume ao ser franzida.




Uma das características dos vestidos de noiva corte império é o facto de alongarem as pernas, pelo que não se recomenda a noivas que queiram disfarçar a altura. Mas se a intenção é afinar a silhueta, então é perfeito – e pode ainda sair reforçado se se usarem dois tecidos de cores diferentes. O corte império tradicional tem decote quadrado e mangas em balão, mas também pode ser de alças ou em ca-cai. O que o define é o corte sob o peito e a saia esguia, de cair leve. Este corte é também uma das opções preferidas entre as noivas grávidas!

 
Fonte:Site O nosso casamento,Com vc aprendi,Noivas de Portugal,Zankyou,

sábado, 11 de agosto de 2012

História da Lingerie

        Várias peças e acessórios usados pelas mulheres compõem o que chamamos de lingerie, as conhecidas roupas de baixo. Formada por calcinhas, sutiãs, cintas-ligas, espartilhos e algumas outras peças, a lingerie desperta todo tipo de fantasias. Segundo Freud, a relação do erotismo com as roupas íntimas nada mais é do que o fetiche, ou feitiço. Isso acontece quando a satisfação pessoal se dá através de objetos ou ornamentos.
               O cinema e as revistas também ajudaram a criar um clima de sedução e fantasia, despindo as musas de suas roupas e deixando-as apenas com suas roupas de baixo, cada vez mais bonitas e elaboradas.
 
       
            A lingerie passou por uma série de transformações ao longo do tempo, acompanhando as mudanças culturais e as exigências de uma nova mulher que foi surgindo, principalmente durante o século 20. A evolução tecnológica possibilitou o surgimento de novos materiais, que tornou a lingerie mais confortável e durável, duas exigências da vida moderna.

História da Lingerie 
 A história da lingerie começa por volta do segundo milênio antes de Cristo. Em Creta, as mulheres usavam um corpete simples que sustentava a base do busto, projetando os seios nus. Essa "moda" era inspirada na Deusa com Serpentes, ideal feminino da época.
         



        No período Arcaico grego, surgiu o proto soutien, uma tirinha de pano, geralmente vermelho, que enrolavam sob os seios, para os envolver, levantar e sustentar, mantendo-os firmes , impedindo que tremessem ao andar. Os primeiros registros que mostram modelos de “calcinhas” datam do ano 40 A . C. : Em Roma,eram pedaços de algodão, linho ou lã amarrada ao corpo como fraldas.Na Grécia, a necessidade de usá-la surgiu por causa da preocupação das mulheres em cobrirem suas intimidades. Elas banhavam-se nas fontes da cidade de Atenas, usando túnicas e um pequeno triângulo de tecido amarrado com fios nos quadris.
        Após a invasão de Roma, surge a faixa chamada fascia, que tinham como objetivo comprimir os seios para que não crescessem. E caso a natureza vencesse, usava-se um couro macio para esmagar o busto, era o mamilare. Para as privilegiadas que tinham seios pequenos, havia o écharpe, que envolvia os seios sem comprimi-los.
           Após a queda do império romano e invasões celtas e germânicas, a preocupação de sustentar os seios desaparece por vários séculos e com ela, o soutien
 
História da Lingerie              Na Idade Média, surgiram os ancestrais do corselete. Um deles era a "Cota", uma túnica com cordões. O outro era conhecido como "Beaud", uma espécie de corpete amarrado atrás ou nas laterais, que apertava o busto como uma couraça e era costurado à uma saia plissada. O "Sorquerie" era uma "Cota" muito justa também conhecida como guarda-corpo ou corpete. E havia ainda o "Sucote", um colete enfiado por cima do vestido e amarrado.
             Na Idade Média, o puritanismo velava para que as vestes não permitissem qualquer excessos. No século 13, o decote é escondido pelo tassel (um triângulo feito de tecido transparente negro, mas, na verdade, uma esperteza das mulheres para fazer entrever o início dos seios). Uma curiosidade da época: os católicos toleravam a moda dos decotes, mas castigavam os vestidos demasiadamente curtos, pois os pés – e mais ainda as panturrilhas – tinham mais poderes eróticos do que os seios.
             Tudo escondendo o busto, mas isto era apenas o início do período da tortura pela universalização deste juízo estético,o que durou até o fim da primeira guerra mundial. Tendo mudado apenas os vários materiais empregados na sua confecção e o grau com que o espartilho, precursor do soutien apertava e matava aos poucos as mulheres.


Ver imagem em tamanho grande              Havia ainda o cinto de castidade, contraceptivo metálico ajustado em torno da genitália feminina e trancado a chave pelo marido ou pelo amante desconfiado e paranóico. Mais que um contraceptivo, um instrumento de tortura. Uns cobriam apenas a região da vagina, outros nem o ânus deixavam de fora. Na hora do aperto, as usuárias tinham de se aliviar através das frestas e orifícios disponíveis em pontos estratégicos, os quais eram mínimos, além de protegidos por lâminas ou hastes pontiagudas, para evitar o acesso de algum dedo mal-intencionado. Sem o amparo de higiene, transformava-se em foco de doenças. E pensar que o uso do cinto podia se prolongar por meses. As esposas dos cruzados usavam frequentemente, talvez para garantir que não seriam traídos na longa ausência.
               Quando um cavaleiro saia a caminho das Cruzadas encomendava um novo cinto para sua mulher e parte sem saber que o ferreiro do castelo fizera uma duplicata da chave.
Segundo James Brundage, renomado especialista em sexualidade medieval, o cinto de castidade só foi usado para valer por homens, não por mulheres. Maneira mais segura que se encontrou para preservar a integridade física de prisioneiros à mercê de guardas mal intencionados.
              A professora Felicity Riddy, juntamente com outro estudioso, do centro de estudos Medievais da Universidade de York, está prestes a publicar um ensaio contradizendo o tema, dizendo que o símbolo máximo da repressão sexual e do machismo medieval, não passou de fantasia vitoriana e promete provar isso com farta documentação. Aponta ainda os satiristas Guillaume de Machaut e Rabelais como os responsáveis pela mitologia que se criou em torno do cinto de castidade.


História da Lingerie 
Só no final da Idade Média, em torno do século XV, durante o ducado da Borgonha, a mulher é livre novamente para se vestir e considerada pelos puritanos como pecadora natural, ou seja um caso perdido. Usava-se um cinto sob o busto, para sustentar os seios, realçando-os sob o vestido. Algumas usavam uma espécie de colete que achatavam os seios e realçavam o ventre, enfatizando o culto à fertilidade, retorno ao período paleolítico 20000 A .C. O decote se torna cada vez mais audacioso.



Agnes Sorel na corte de Carlos VII                      No fim da Idade Média, a silhueta começa a ficar mais marcada, com adereços extravagantes, como cintos, véus e decotes profundos. Agnes Sorel é um nome famoso na história da lingerie. A francesa, amante do Rei Carlos VII, foi retratada com um seio à mostra, no quadro A virgem de Melun, de Jean Fouquet. Na corte francesa, Sorel reinava sobre a moda, firmando o estilo cintura alta apertada e decote enfatizado com veludo.
              





        No renascimento, século XV, a época da exaltação erótica. Certamente, esta época aguçou a captação de estímulos, abrindo os pontos de percepção, os sentidos,da maioria dos homens, apesar de escandalizar a muitos, que através da opinião formada, experiência estética, voltam a oprimir as mulheres.
          Volta a sustentação dos seios por peças rígidas , era o "Vasquim", corpete amarrado nas costas, com forro pespontado, reforçado por fios de latão. Havia ainda, as gaiolas, corpete de metal, usado por mulheres com má formação.
         Com o fim do renascimento, reina o sofrimento absoluto para as mulheres, que usavam o "Corps Pique", que elimina o ventre, apertando a cintura e dá ao busto o aspecto de cone, amarrado com uma haste, que pesava até 1 kg, enfiada em um encaixe e costurada no tecido do corpete. O aperto ao corpo feminino era tanto, que suas costelas chegavam a se cruzar.BustoPrisioneiro, fim do decote, época da reforma e contra – reforma.
          Mas as mulheres dão um jeito, não dura muito, mas... Principalmente as meretrizes, que usavam a gougandine, espartilho amarrado e entreaberto na frente. Sustentavam os seios e as costas, quando era necessário assistir longas cerimônias na corte. Até 7 de setembro de 1675, só os homens fabricavam roupas íntimas e se aproveitavam para apalpar as mulheres. Vindo à tona este fato, o parlamento autoriza costureira a fazê-lo para acabar com a libertinagem.
          As costureiras, também vítimas da tirania do espartilho, tinham aguçado seu espaço potencial, lugar entre o exterior, a realidade que as escravizava, e o interior, onde já materializavam criativamente, peças mais confortáveis, já que os desmaios, principalmente após as refeições eram comuns. A vida das mulheres tem uma melhora substancial, por ora. No século XVII, os padres faziam sermões contra a nudez do busto, perdoavam algumas e as mais ousadas ganhavam palmadas no bumbum resolvendo a questão.
 


              As calças de baixo femininas se difundiram mesmo no século XVI, como imitação das masculinas.  
         No século XVI, Catarina de Medicis usou o culote, ainda inspirado nas calças masculinas para montar a cavalo. O culote era um tipo de calça cigarrete larga criada para que as mulheres pudessem se movimentar mais à vontade, sem ficar com seu sexo exposto.
          Nos séculos XVIII e início do XIX, as dançarinas e femes de theatre, artistas das artes performáticas, a dança, delicada, insinuante, mas controladas por decretos de lei, eram obrigadas a usar roupas de baixo, porque ao dançar, levantavam às vezes as pernas acima da cintura.
        As “calcinhas” descritas acima, não eram usadas por todo o povo, a maioria das mulheres nem sonhavam em tê-la. Apenas as mulheres da realeza usavam o culote.
  Mas a história das calcinhas caracterizado pelo uso mesmo, deu início no séc.XVIII,  em que dançarinas de cabaret, foram obrigadas por decreto de lei, a usar esta peça, devido aos movimentos da dança que deixavam à mostra as genitais, uma verdadeira afronta à moral da época e hoje em dia também, não é...As calcinhas usadas por elas tinham graciosas camadas  de babadinhos e rendas, que acompanhavam harmoniosamente os movimentos da apresentação. Nessa época somente as mulheres do cabaret, libertinas, usavam a peça. Mulheres de família, moças direitas? Nem pensar!


  
Somente no século XVIII é que as mulheres começam a respirar, literalmente, um pouco mais aliviadas. É que as hastes de madeira e metal foram substituídas pelas barbatanas de baleia. Os decotes aumentaram e os corseletes passaram a ser confeccionados para comprimir a base do busto, deixando os seios em evidência. Também foi nesta época que os corseletes ganharam sofisticação. Eram bem trabalhados com bordados, laços e tecidos adamascados. E, a partir de 1770, junto com as idéias iluministas que culminaram com a Revolução francesa, houve uma espécie de cruzada anti-espartilho. Médicos, escritores, filósofos militavam contra os corseletes.
História da Lingerie             Em 1759, há uma revolução médica pedagógica contra o corpete. Uma verdadeira campanha para varrer da vida das mulheres essa indumentária que as aleijavam. Surge vindo da Inglaterra corpete sem barbatanas, vestidos sobre a blusa e um simples saiote.
            As mulheres usaram então, musselinas e tules, lindos, transparentes, sedutores... Mas a pneumonia atacou aqueles corpos acostumados à escravidão e não a liberdade, e o número de mortes superou ao do período do terror do corpete, por isto ele espartilho volta, mas agora, sem barbatanas, maravilhosos, de veludo ou cetim.

             A calcinha surgiu por necessidade mesmo, até como quesito de urgência. E no início houve muita resistência por parte das mulheres. No séc.XIX as mulheres começaram a usar a crinolina, uma armação de metal, super leve e mais confortável, a última tecnologia da época para armações de saias. Eram variados formatos e tamanhos e as mulheres pareciam navios de tão espaçosas que ficavam. A leveza das armações era de impressionar, uma anágua era o suficiente. As damas andavam, e saias iam pra lá, pra cá , pareciam balões em movimento. Mas a leveza, tinha o lado negativo, qualquer vento, as saias levantavam, e às vezes deixavam à mostra o que não era para ser visto. "Embora não soe como tal, as crinolinas ofereciam riscos as suas usuárias. Entre os riscos que proporcionava estava a vulnerabilidade à ventanias, causada por seu formato de balão: há relatos de mulheres em portos que foram levadas ao mar, onde se afogaram".
             Foi diante dos pudores, que surgiram as pantaloons, uma espécie de calção feminino, de tecido natural, geralmente de linho e algodão, que de início tinha comprimento até os tornozelos e rendada neste local.
         No início, muitas mulheres resistiram ao uso, por ser masculino, da má fama, e dos transtornos para ir ao banheiro. Mas era necessário. As pernas estavam cobertas e a prova de ventanias.
 


 
Espartilho de 1828          . Uma série de invenções marcou o século. Em 1823, criaram o espartilho mecânico, com polias e colchetes para que a mulher pudesse desatá-lo sozinha e em um minuto. Nessa época, o espartilho também podia ser atado “à la paresseuse”, isto é, por um sistema de cordões elásticos pensado para que a mulher se vestisse sem ajuda.
         Em 1828, surgiram os ilhoses de metal, por onde passam os cordões. Com grampos para fechar os espartilhos, eles davam mais segurança que os ilhoses bordados. Tecidos mais resistentes começaram a ser usados nos espartilhos, como o fustão e o nanquim da Índia. Em 1832, o suíço Jean Werly abre a primeira fábrica de espartilhos.
            


História da Lingerie            O estilo romântico, com cintura marcada, mangas bufantes e saias em formato sino, marcou os anos 1830. Uma década depois, o espartilho e a crinolina continuam a revelar uma mulher sedutora, mas enfeitada com babados e fitas, colchetes, pences e presilhas. Nos anos 1850, começa a confecção de diversos modelos em série: espartilhos nupciais, espartilhos de baile, de cetim branco, para manhã, para noite, para dança, com bojos, com presilhas, de camurça, de cinza-pérola, de cetim azul Nilo, de seda cor de hortênsia, de renda Chantilly, fita de seda de Pequim ou renda guipure da Irlanda.

Em 1889, Herminie Caddole inventou o primeiro “corpete para seios”, uma idéia simples e genial que invertia as forças de suporte, agora com alças apoiadas nos ombros. Assim, novas lingeries conquistaram espaço no mundo da moda.
           


História da Lingerie               Além do corselete, as roupas íntimas eram compostas por calças que chegavam até os joelhos, cheias de babadinhos.
            No final de século XIX, foi criado na França o precursor do soutien, numa tentativa de oferecer às mulheres mais conforto do que o repressor espartilho. A boutique de Heminie Cadolle elaborou um modelo em tecido à base de algodão e seda, semelhante aos modelos atuais.
                 A partir de 1900, o espartilho começou a se tornar mais flexível. Os balés russos de Serge de Diaghliev faziam muito sucesso em Paris. E seus trajes neo-orientais inspiraram costureiros como Paul-Poiret e Madeleine Vionnet que inventaram roupas que formavam uma silhueta mais natural. 

              Em 1914 o soutien foi devidamente reconhecido e patenteado nos Estados Unidos pela socialite nova-iorquina Mary Phelps Jacob. Era feito com dois lenços, um pedaço de fita cor-de-rosa e um pouco de cordão. Ela resolveu vender a patente a uma fábrica de roupas femininas, a Warner Brothers Corset Company, por 15 mil dólares da época. Era o início da industrialização do lingerie, porém havia poucas opções de tamanho e o ajuste era feito por presilhas nas alças.

            Com o início da Primeira Guerra Mundial, a mulher teve de trabalhar nas fábricas. Isso fez com ela precisasse de uma nova lingerie que lhe permitisse movimentação. Por isso, o espartilho foi substituído pela cinta. Como no caso do soutien ,  as calcinhas começam a ganhar os contornos das que conhecemos hoje. Quanto mais a mulher ganhava espaço na sociedade, mais a calcinha diminuia.



             Nos anos 20, as roupas íntimas eram formadas por um conjunto de cintas, saiotes, calcinhas, combinações e espartilhos mais flexíveis. E a lingerie passou a ter outras cores, além do tradicional branco. 
           O sutiã era feito com dois triângulos de crepe, jérsei ou cambraia, presos em um elástico que passava sobre os ombros e cruzava as costas. A sua função era achatar o busto. Em 1935, surge o primeiro modelo com bojos e pespontos circulares, pois nesse período o desejo feminino já era outro: ter seios empinados.
História da Lingerie          Em 1923, a palavra “soutien-gorge” aparece pela primeira vez nos dicionários franceses. A partir de 1926, o conceito moderno de sutiã se define com mais precisão. Os fabricantes buscam produzir modelos que se ajustam às formas femininas com naturalidade. 
             Um acessório sensual muito usado na década de 20 foi a cinta-liga, criada para segurar as meias 7/8. Dançarinas do Charleston exibiam suas cintas-ligas por baixo das saias de franjas, enquanto se sacudiam ao som frenético das jazz-bands. 


    Sutiãs no século XX - Década de 1930     
    O sutiã se impõe nos Estados Unidos. Todas as publicidades da época insistiam na palavra “sustentar”. Ao longo da década, os fabricantes tentam respeitar a diversidade das silhuetas femininas, propondo roupas íntimas mais confortáveis.
    Vários modelos foram lançados: com alças elásticas, com bojo sem costura, com enchimento, com armação. Em 1939, é lançado um dos best-sellers da história do sutiã: um modelo com bojos fundos e pontudos, com pespontos circulares. Sucesso na década de 1950, ele é revisitado nos anos 1980 por Jean-Paul Gaultier e adotado por Madonna.
    Ainda nos anos 30, a cinta-liga era o único acessório disponível para prender as meias das mulheres, que só tiveram as meias-calças à sua disposição a partir da década de 40, com a invenção do náilon em 1935.
             Em 1930, a Dunlop Company inventou um fio elástico muito fino, o látex. A roupa de baixo passou a ser fabricada em modelagens que respeitavam ainda mais a diversidade dos corpos femininos. E ,a partir de 1938, a Du Pont de Nemours anunciou a descoberta do náilon. E as lingeries coloridas, finalmente, tornam-se bem populares. Mas em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, o náilon saiu do setor de lingerie e foi para as fábricas de pára-quedas.



História da LingerieCom o final da Segunda Guerra Mundial, o New Look do costureiro Dior, lançado em 1947, propunha a volta da elegância e dos volumes perdidos durante o período da guerra. Para acompanhar a nova silhueta proposta pelo costureiro, a lingerie precisava deixar o busto bem delineado e a cintura marcadíssima. Surgiram os sutiãs que deixavam os seios empinados e as cintas que escondiam a barriga e modelavam a cinturinha. 




      Data de 1950 a invenção da lycra, o “fio mágico”. Adeus pinças, recortes, fechos e colchetes: a lycra pode se associar a materiais mais finos como seda, tule e renda, ajustando-os perfeitamente às curvas do corpo.   Nesta época, o estilo pin-up de Jane Russell, Sophia Loren e Anita Ekberg estrelavam as fantasias masculinas
         O náilon deixou as peças mais leves, mas a vedete da época era o sutiã very secret, de 1952. Feito com duas almofadas de ar finas, fazia o efeito de seios globo, tão sonhado pelas mulheres. Pela primeira vez, a francesa Les Trois Suisses publica um catálogo inteiramente dedicado à lingerie.Outro modelo de sucesso foi o sutiã peito-de-pombo, cujo corte aproximava e levantava os seios.
          Em 1955, a lingerie fina conquista espaço na moda, com novos modelos e renda preta de náilon, linho, seda e até tule.


           

Fabricantes de lingerie dos Estados Unidos, Inglaterra e França focam as adolescentes como novo público-alvo. São dessa época as primeiras campanhas publicitárias inovadoras de lingerie. Em tempos de revolução dos costumes, com o top less nas praias de Saint-Tropez, o rock de Woodstock e as barricadas de Paris, a revolução sexual levou muitos fabricantes de lingerie à ruína. Mas as marcas que resistiram cresceram e se tornaram respeitadas.Na década de 60, com a revolução sexual, o sutiã chegou até a ser queimado em praça pública, num ato pela liberdade feminina. Uma geração de mulheres afirmava, em 1980, não usar nada por baixo das camisetas ou de seus jeans, mas os tempos mudaram e a moda trouxe tantas novidades em cores, materiais e estilos, indo do esportivo todo em algodão, ao mais sofisticado modelo em rendas e fitas, que as mulheres chegaram a gastar mais em roupas de baixo do que em qualquer outro item de guarda-roupa ainda durante os anos 80. 
 

História da Lingerie             No final dos anos 70 e início dos 80, a inspiração romântica tomou conta da moda. Cinta-liga, meias 7/8 e corseletes, sem a antiga modelagem claustofóbica, voltaram à moda. Rendas, laços e tecidos delicados enfeitavam calcinhas e sutiãs. 





                 
           

A década dos “excessos” apostou nos sutiãs “big bang”, que dividiam espaço com modelos criativos, com cores, estampas e texturas inovadoras. Graças à revolução têxtil, à lycra, às microfibras e às rendas em todos os estilos imagináveis (do étnico ao camponês romântico), os sutiãs conquistam refinamento e conforto inigualáveis. O sutiã cônico outwear, lançado por Jean Paul Gaultier, faz sucesso no corpo de Madonna durante a turnê Blonde Ambition.
        A década de 80 a cantora Madonna consagrou a exposição da lingerie, usando soutiens, corpetes e cintas-ligas como roupas, e não mais como underwear (roupa de baixo). O público feminino adotou a idéia e a explora até hoje. 




História da Lingerie           Dos anos 90 até os dias de hoje, a lingerie, assim como a moda, não segue apenas um único estilo. Modelagens retrô, como os caleçons, convivem com as calcinhas estilo cueca. Os sutiãs desestruturados dividem as mesmas prateleiras com os modelos de bojo. Tecidos naturais, como o algodão, são vendidos nas mesmas lojas de departamento que os modelos com tecidos tecnológicos. 
          A criação de um modelo curioso nos anos 90: uma calcinha com bumbum falso, que contém um enchimento de espuma de nylon de vários tamanhos e modelagens.


 Victoria's Secret Fashion Show RunwayEm 1999, acontece o primeiro Victoria’s Secret Fashion Show, transformando a grife em uma das mais cobiçadas do mundo. Entre as top models que já foram angels, destacam-se as veteranas Linda Evangelista, Cindy Crawford e Heidi Klum, além das brasileiras Adriana Lima, Alessandra Ambrósio, Carol Trentini, Raquel Zimmermann e, claro, Gisele Bündchen. Em 2005, a übermodel brasileira desfilou com o bra fantasy, lançado pela primeira vez em 1996, de seda vermelha com rubis e diamantes, valendo mais de 12 milhões de dólares.





        A indústria de lingerie, por sua vez, elabora modelos cada vez mais sensuais e de materiais confortáveis. Transparências passaram a revelar belos soutiens e corseletes, usados até mesmo em ocasiões formais. Perto do ano 2000, as alcinhas de soutien são propositadamente deixadas à mostra. Revelando que as roupas íntimas estão longe de servir apenas para manter a higiene e conforto das mulheres, mas fazer parte da moda e do arsenal de sedução. 
            Nos sutiãs  a modelagem fica mais sofisticada. Surge o push-up, que levanta e une os seios. Os bojos ganham bolhas estrategicamente situadas para aumentar e modelar os seios pequenos e médios. Surgem peças com recortes capazes de diminuir os peitos grandes e outras são feitas especialmente para as próteses de silicone. Além disso, os sutiãs se adaptam a cada tipo de decote graças às alças removíveis.
           O estilo continua a ser reinventado, a cada temporada, com editoriais e desfiles. A tecnologia está nas invenções de linhas focando o conforto (modelos sem costura), o bem-estar e opções utilitárias, como as peças com ativos anticelulite, bactericidas e aloe vera.

            No livro Sutiãs e espartilhos, Béatrice Fontanel diz que o sutiã é a peça de roupa mais complexa na moda, tanto que robôs são incapazes de costurá-lo. Por isso, a indústria da roupa íntima precisa sempre de mão-de-obra especializada. Muitas marcas fabricam seus sutiãs em outros países, como Portugal, Tunísia, Marrocos, Grécia e Turquia. Para se montar um sutiã com perfeição, é preciso separar as intervenções: cada artesão fica encarregado de uma costura, às vezes minúscula.

"Não existiria moda sem a moda íntima.“ Christian Dior

Fonte: Site Manequim,Site Almanaque Folha, Site Lucitex,Site Moda Spot,