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domingo, 25 de maio de 2014

Lençol-Tecidos e Tramas


Veja como identificar cada tipo de lençol com as dicas abaixo e torne-se um expert antes de comprar a sua roupa de cama.

Tramas e tecidos dos lençóis:
Fala-se tanto em tecido de lençol, quantidade de fios, construções (tramas), procedência. Vamos entender isto.
Tecidos
Tecidos de algodão são os melhores para roupas de cama devido suas características naturais. Ser macio, térmico, proporcionar elevada troca de ar, sensação de frescor além de ser de fácil lavagem.
Para lençol fala-se muito em quantidade de fios: hoje vemos várias opções que vão do 180 ao 1.000 fios, isto se refere a quantidade de fios por polegada quadrada na trama do tecido.
Algodão
Quanto mais fino o fio consegue-se uma trama mais fechada aumentando consideravelmente a maciez do tecido bem como sua resistência. Para o fio ser fino o algodão precisa ser de boa qualidade, como exemplo o egípcio.
Urdume e Trama
Em relação a trama temos o percal e o cetim (sateen). A construção percal vai bem do 180 ao 400 fios, a do sateen dos 400 em diante.
Algodão Egípcio

Percal 200 fios

Tecido macio e bem resistente devido sua construção.

Sateen 400 fios

Muito leve e macio, elaborado com o mesmo fio tanto na trama quanto no urdume (horizontal x vertical). Sensação de não ter peso, maciez elevadíssima, fino, com um brilho natural, parece seda.

Sateen 600 fios

Mesma maciez do 400 fios porém mais encorpado, mais resistente, com maior poder térmico (mantém uma camada de ar quente do frio).
600 Fios

Sateen 800 fios

Tecido muito macio, mais resistente com um certo peso e com poder térmico elevado.
800 Fios

Sateen 1.000 fios

Extremamente macio e liso, muitos quando o tocam vê-se um brilho no olhar! rs bem resistente e térmico. Sensação de peso maior. Possui um brilho único.

Os tipos de tecido:

 

 - Lençol de microfibra: A microfibra é um fio sintético, extremamente fino, geralmente de poliéster, náilon ou acrílico, derivado do petróleo. Propicia características como: Toque agradável, respirabilidade, isolamento térmico, durabilidade, resistência e secagem rápida.

 

Jogo de Lençol Solteiro Diplomata 3 Peças 150 Fios - 100% Algodão - Juma Enxovais 

- Lençol “100% algodão”: na linguagem popular, esse tipo de lençol é o que possui 150 fios e é 100% feito com algodão. Ele é macio mesmo tendo poucos fios na sua trama, é antialérgico, como todos os lençóis feitos com algodão puro, e o preço é baixo, se comparado aos demais.


Jogo de Cama King 200 fios - Alhambra c/abas -  2.90X2.50 M- Lençol de percal: é denominado percal o lençol feito a partir de 180 fios.
Ele pode ser 100% algodão (puro) ou 50% algodão e 50% poliéster (misto).
Com a mistura do poliéster, o preço diminui e fica mais fácil passá-lo, pois não amassa muito, mas por outro lado, em pouco tempo você terá aquelas bolinhas indesejáveis no tecido.
Outro inconveniente do tecido misto é que ele pode dar aquela sensação de “pinicar” a nossa pele e pode também ser mais quente do que o de algodão puro.


lencol de malha verde 2- Lençol de malha: a malha é feita com 100% de algodão também, a diferença está na trama dos fios
apenas.
Com isso, temos a vantagem de não precisar passar esse tipo de lençol.
 É uma ótima opção para a roupa de cama das crianças, pois é bastante macio e não é muito caro.

Existe dois tipos de malha algodão:Penteada e Cardada.
A diferença entre malha cardada e penteada está na matéria-prima. A malha cardada é produzida a partir do fio cardado e a malha penteada do fio penteado. A diferença entre penteado e cardado está no tamanho da fibra e o processo de fiação.
Fio Cardado:
O fio cardado devido a não passar pela penteadeira, possui mais fibras curtas, o que propicia uma maior formação de pilling (bolinhas no tecido) e neps (defeito na regularidade do fio). A aparência também é prejudicada, pois o mesmo possui uma maior irregularidade.
Fio Penteado::
No sistema penteado o fio passa por um equipamento que se chama penteadeira. Este equipamento tem a função de retirar as fibras mais curtas (antes de se formar o fio) e impurezas como cascas, que são provenientes do algodão e não foram retirados em processos anteriores. Este processo confere um fio de qualidade superior, visto que este é mais limpo, não possui fibras curtas, e é mais resistente. Tem menos Neps, e forma menos pilling na malha acabada. Porém devido à retirada de mais fibras no processo, a perda de algodão para a produção do fio é maior, o que juntamente com a inclusão de mais um equipamento no fluxo produtivo eleva o custo de fabricação e conseqüentemente o preço do fio, sendo este o fator principal para o encarecimento do fio penteado. 

- Lençol de flanela: como o nome diz, é feito de flanela, para os dias frios.

Dificilmente você irá encontrá-los se mora em uma cidade quente a maior parte do ano.
A flanela é um tecido que precisa ser cortado de forma especial para se fazer o lençol, por isso o preço é mais caro do que os de algodão comum.
Mas possuem a vantagem de durar bastante, por vários invernos, e também são antialérgicos.


Jogo de Lençol Casal King Accanto Chocolate 100% Algodão Egípcio 400 fios 
- Lençol de algodão egípcio: o algodão egípcio se tornou famoso recentemente e não é à toa.
Ele é considerado o algodão mais fino e elegante que existe, graças às suas fibras longas, macias e resistentes.
Os lençóis deste algodão são caros, mas duram muitos anos, ficando cada vez mais macios.
São mais difíceis de passar, mas se você preza o conforto na hora de dormir, não irá se arrepender!



 

- Lençol de seda: a seda é um tecido natural, mas retém calor.
Por isso, é aconselhável usá-lo nos dias frios ou com o ar condicionado ligado.
Por ser feito com um tecido nobre, o lençol de seda é bastante caro, mas se você pode pagar e faz questão da sua textura extremamente macia e aveludada, vale o investimento.



   


  - Lençol de cetim: o cetim também é um tecido nobre, feito a partir da seda, mas com tramas bem fechadas.
O lençol feito de cetim tem o preço menor do que o de seda, mas também tem o toque macio.



 


- Lençol de linho: assim como a seda, o linho retém calor, principalmente se estiver engomado.A goma deixa o lençol bem durinho no início, mas conforme o uso, a goma vai saindo e ele fica mais macio.
O preço também é alto, pois é um tecido nobre.




 Tamanho dos Lençóis

É preciso estar atento também ao tamanho ideal dos lençóis para sua cama. Afinal, de que adianta ter lençóis de qualidade se eles se desprenderem da cama durante a noite ou ficarem cheios de dobras que marcam sua pele. Um encaixe perfeito da roupa de cama também pode garantir maior durabilidade aos produtos que, se muito esticados podem se rasgar.
Fita métrica e anotar medidas para cada tipo de cama que, aproximadamente, assim são classificadas.
  • King Sise: 2 x 2 metros.
  • Queen Sise: 1,6 x 2 metros.
  • Cama de casal: 1,4 x 1,9 metros.
  • Cama de solteiro: 0,9 x 1,9 metros.
  • Cama de viúva: 1,28 x 1,88 metros.
A altura dos colchões varia muito, por isso a fita métrica é indispensável para garantir o melhor encaixe da roupa de cama. Colchões de mola, por exemplo, podem ter profundidade de 28 até 46 centímetros.
Os lençóis que possuem elásticos podem ser muito práticos na hora de arrumar a cama.
Modelos que possuam elásticos em toda a extensão das bordas costumam ser mais caros, mas têm a vantagem de se manterem mais fixos ao colchão.
A opção intermediária em relação aos preços é o tipo de lençol com elásticos contornando apenas as laterais.
Os mais baratos possuem elásticos apenas nos cantos.


Fonte:Faz Fácil, Conceito Casa,BBel,

sábado, 27 de outubro de 2012

Chita

  
            Chita é um tecido de algodão com estampas de cores fortes, geralmente florais, e tramas simples.    As estamparia é feita sobre o tecido conhecido como morim. Uma estampa característica de chita sobre outro suporte que não seja morim não é chita.
            As características principais são: cores primárias e secundárias em massas chapadas que cobrem totalmente a trama, tons vivos, grafite delineando os desenhos, e a predominância de uma cor. As cores intensas servem, não só para embelezar o tecido, mas também para disfarçar suas irregularidades, como eventuais aberturas e imperfeições.
            O nome chita vem do sânscrito chintz e surgiu na Índia medieval e conquistou europeus, antes de se popularizar no Brasil.

Chintz

Toile.jpg
            Chintz era originariamente um tecido estampado produzido na Índia de 1600 a 1800 e bastante popular como roupa de cama e para patchwork. Por volta de 1600, mercadores portugueses e holandeses levaram a chintz para a Europa. Esses tecidos eram ainda extremamente caros e raros. Por volta de 1680 mais de 1 milhão de peças de chintz eram importadas para a Inglaterra por ano, e uma quantidade similar seguia para a França e Holanda.
             Com a chintz importada se tornando popular entre os europeus no fim do século XVII, havia preocupação por parte das tecelagens francesas e inglesas, uma vez que não produziam chintz. Em 1686 conseguiram que a França proibisse a importação deste tecido. Em 1720 o parlamento inglês proibiu não só a sua importação bem como o seu uso.
             Os produtores europeus fizeram várias tentativas de imitação dos padrões de chintz, sendo um dos resultados mais conhecidos a estampa francesa toile de Jouy (foto à direita).

História da chita no Brasil

             A chita veio para o Brasil com os europeus a partir de 1800. O tecido originário da Índia passou por várias melhorias até chegar ao que temos hoje. Após um longo processo burocrático, cultural e financeiro, a chita passou a ser produzida também no Brasil. A produção do tecido no país o barateou, e muito, tornando populares as peças confeccionadas com o material, transformando-o, assim, em um dos ícones da identidade nacional.
       

O século das chitas

            Nas três primeiras décadas do século XX, a indústria brasileira viveu uma fase intensa de desenvolvimento. A construção da malha ferroviária e de usinas hidrelétricas facilitava o crescimento, da mesma forma que a chegada de inovações técnicas, como o motor de combustão interna e o motor elétrico. Na área têxtil, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais passaram a concentrar a maior parte das indústrias, assim como o poder econômico que sua produção agropecuária lhes conferia.
            Era a época da “política do café-com-leite”: os cafeicultores paulistas e produtores de laticínios mineiros tinham influência tão forte na política nas décadas de 10 e 20 que se alternavam no comando da nação, com um dos estados indicando o presidente a cada quatro anos.

Algodão vimaranense (2010 a 2011)

             Até o final dos anos 20, a manufatura têxtil de algodão absorvia 40% do nosso capital e 23% de toda a nossa mão-de-obra empregada em nossa indústria. A estamparia ia a pleno vapor, e novamente a eficiência de nossa produção assustou a Inglaterra. Naquele ano, a produção de tecidos brasileira estava calculada em 378.619.000 metros; em 1908 fora de 256.982.203 metros, contra 20.595.375 metros no ano de 1885. As chitas já eram fabricadas em larga escala em grandes empresas. É possível identificar, no acervo do Museu Têxtil Décio Mascarenhas, da Cedro Et Cachoeira, amostras de tecido dos primeiros anos do século XX com estampas florais miúdas, que podem ter sido inspiradas no tecido inglês conhecido como Liberty.
             Em 1912 surgiu a Companhia Fabril Mascarenhas. Começava ali a trajetória de uma empresa que não cresceria muito, mas que começaria a produzir a chita nos anos 70 e o chitão na década seguinte, mantendo essa produção em plena atividade até os dias de hoje – no momento, sob o comando do neto do coronel Mascarenhas, José Henrique Mascarenhas.
            Enquanto isso, o cenário internacional vivia as crises que culminariam com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e a vitória do comunismo na União Soviética (1917), enquanto nosso país era agitado por revoltas populares, envolvendo ex-escravos, agricultores e operários.
            A Primeira Guerra Mundial, porém, teria efeito benéfico sobre a produção brasileira. Os países europeus tiveram suas produções manufaturadas suspensas e se dedicaram à produção de armas. Logo, o Brasil começou a tomar lugar de destaque no comércio internacional de produtos manufaturados.

Crescimento e conflito (1930 a 1950)

            A década de 30 chegou com Getúlio Vargas no poder e a necessidade de solucionar graves problemas financeiros nacionais, reflexos da crise internacional.
            De 1931 a 1938 a produção nacional de tecidos de algodão cresceu em cerca de 50%, alcançando os 963.757.666 metros anuais. É desse período a fundação da Fiação e Tecelagem São José, em Mariana, Minas Gerais. Nela começou a produção de chita e a gestação do chitão.

            Enquanto isso, os EUA retomavam o crescimento econômico, o continente europeu assistia a marcha do nazismo e o Brasil caminhava para a ditadura Vargas. Em 1939 eclodia a Segunda Guerra Mundial, e mais uma vez o conflito favorecia a nossa industria têxtil.
             Em 1944 era aberta em Contagem, cidade na região metropolitana de Belo Horizonte, a Estamparia S.A., que é uma das poucas empresas que ainda produz chita, mas apenas 100 mil a 150 mil metros por mês, o que corresponde a 5% de sua produção mensal de tecidos.
             Com o fim da guerra, restava o aumento da especulação monetária e da inflação. Os frutos das novas tecnologias, desenvolvidas para a guerra, chegaram até nós e, na área têxtil, o náilon era o novo objeto de desejo. A chita continuava vestindo os trabalhadores braçais e os moradores das regiões rurais, e era, e ainda é, o pano característico das festas populares. Também era usada nas periferias urbanas. Era a vestimenta do dia-a-dia ou a chamada roupa de brincar das crianças.

O batismo do chitão (anos 50)

              O período denominado democracia populista vai de 1945 a 1964 e se caracteriza pela instabilidade política. A economia e a indústria têxtil sofriam as conseqüências de tanta insegurança. Várias empresas continuavam a produzir e vender chita em abundância, muitas das quais deixariam de fabricá-la alguns anos depois.
             As revistas femininas da época ditavam a moda – vinda de Paris – e ensinavam o comportamento feminino ideal: o de submissa rainha do lar. A drástica virada de mesa dos anos 60 ainda estava por vir, para mudar os rumos de lares, mulheres, rainhas, moda – e usos da chita.
             A Fábrica de Tecidos Bangu deixara de produzir Chita para pesquisar, desenvolver e produzir tecidos de qualidade à altura do mercado internacional, usando principalmente o algodão como matéria-prima. Encerraria, assim, sua função inicial de grande produtora de morins e chitas. Até o encerramento de suas atividades existia, na sede da fábrica, no Rio de Janeiro, a chamada Sala das Chitas.
            No final da década de 1950, a Fiação e Tecelagem São José voltou-se à demanda especifica de sua clientela, e começou a fazer testes para fabricar tecidos – entre os quais a chita – com largura maior. A essa nova chita, mais larga, deu-se o nome de chitão, que “só deu certo e foi divulgado na década de 1960, quando todo mundo começou a fazer também”, recorda-se Oziris Cimino, diretor comercial da Fiação e Tecelagem São José.
            Hoje, o que caracteriza o chitão são as dimensões e as cores de suas estampas florais. Se alguém fizer essa estampa sobre outro suporte que não seja morim, certamente a referência do novo tecido será “estampa de chitão”.



        Atualmente é mais usado em festas populares, como a festa junina, mas vem sendo valorizado também na decoração, principalmente como referência estética.

Chita nas passarelas



           De tempos em tempos, ganha espaço em passarelas, galerias de arte, vitrines e palcos, quando estilistas, artistas plásticos, designers e outros criadores redescobrem estas estampas e as incorporam a suas produções.
Já ganhou livro patrocinado por museu, Que Chita Bacana, de Renata Mellão, que reúne 3 anos de pesquisa sobre o assunto, e seu lançamento teve direito a exposição em várias cidades brasileiras. 

Até o famoso designer Philippe Starck já usou chita em uma das suas cadeiras, a Mademoiselle.



E essa “bolsinha” Prada, lembra ou não lembra a padronagem do chitão?!?!?



 Fonte:Wikipedia,Vila do Artesão,Blog Tudo Junto & Misturado

domingo, 23 de setembro de 2012

Corujas


Enfeite de Porta da Lumali Atelier

Foi-se o tempo em que as corujas eram vistas como sinônimo de mau agouro. Em certas culturas, são consideradas, pelo contrário, animais sábios e inteligentes, capazes de enxergar o que nós, meros seres humanos, não conseguimos. Na moda, as corujinhas são símbolos meigos, bastante femininos.


É PURA Zoiudice!!!! by Sil Artesanato





  Os olhos astutos e as asas vistosas fazem da coruja um animal muito admirado, tema de várias obras de arte e inspiração para muitos objetos de decoração. Mas não é somente o visual atraente deste animal que o coloca em voga sempre. Essa ave carrega consigo toda uma simbologia milenar, já mencionada na mitologia grega, e que se desdobrou até resultar em supertições recentes. Acompanhe a coruja ao longo do tempo.

Olhos da sabedoria
Na Grécia, o animal era relacionado à deusa da sabedoria Athena, que tinha uma coruja de estimação sempre em seu ombro. Por isso até hoje a coruja simboliza profissões como pedagogia e filosofia, remetendo a virtudes como inteligência e astúcia, sendo esta última característica ligada à percepção aguçada desenvolvida durante a vida noturna do bicho.
Amuleto de sorte
Hoje em dia, no norte do Brasil, a coruja é sinônimo de sorte. Por isso sua imagem é muito utilizada como chaveiro ou amuletos dentro de casa. Isso sem contar que a maior parte dos objetos produzidos com o tema “coruja” transborda fofura e docilidade, fazendo com que muitos se apaixonem e acabem levando uma corujinha (mesmo que de enfeite) para o lar.


Produto em destaque

 E você, já tem a sua?
 


Fonte:,Praça do Artesanato,Sil Artesanato,Feito em Casa,Portal do Artesanato,Estilo Artesanal,